• Manifestantes acusam prefeitura pela

Batalha contra enrolação
Aprovados em concurso da Secretaria
de Saúde protestam contra demora nas nomeações.
Antonio Carlos
Fotos: Alexandre Lima
• O sonho e a esperança de estabilidade profissional se transformaram em dor de cabeça. O concurso para agente comunitário de saúde, realizado pela Prefeitura de Nova Iguaçu, em 2007, se transformou em pesadelo para centenas de aprovados, que ainda aguardam nomeação. Ontem, pela manhã, eles realizaram um protesto no Paço Municipal para cobrar o que a lei lhes assegura.

Segundo os organizadores do movimento, foram aprovados 1.366 candidatos, sendo que apenas 500 foram convocados para se apresentar até o dia 10 de junho passado, após realização de exames e apresentação de documentação. Deste número, apenas 220 ficaram aptos às nomeações para serem lotados nos PSF (Programa de Saúde da Família) e apenas 13 foram nomeados e já estão trabalhando. E são estes que cobram do município um posicionamento quanto a efetivação. Usando nariz de palhaço e faixas e cartazes com dizeres: “Covardia. Concursados sem trabalho. População sem saúde. Sr. prefeito, cadê o dinheiro dos PSF?”, os manifestantes queriam uma audiência com o prefeito Lindberg Farias, e o secretário de Saúde, Marcos Sousa, em busca de explicações. “Estamos cansados de esperar por uma resposta. A prefeitura recebeu verbas para ampliar os PSF, mas ninguém sabe para onde foi o dinheiro. O prazo para prescrição do concurso vence esse ano, e a estratégia usada pelo governo foi a prorrogação por mais dois anos. Estamos sendo enganados”, disse Ubiratan Marques, de 58 anos, um dos líderes do movimento.
Depois de algumas horas de protesto, uma comissão formada por cinco concursados foi recebida pelo secretário.

• Muitos dos concursados deixaram empregos para concorrer a uma das vagas. É o caso de Sérgio Ricardo de Alcântara, 40, que era metalúrgico, e Adriano Lourenço, 26, ex-barista, que abandonaram suas profissões em busca de uma chance como agente de saúde. “Depositamos nossas expectativas nesse concurso. A prefeitura nos ‘pressionou’ para que cumpríssemos todas as exigências dentro do prazo e não cumpriu com a parte dela”, lembra Sérgio. “O ato oficial de 26 de maio deixava claro que a convocação era para provimento de cargo, mas pelo visto não é isso que estamos vendo”, criticou Adriano.